segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

A política de cotas na UFPA é tema de Seminário

O Fórum de Acompanhamento e Avaliação das Cotas da Universidade Federal do Pará (UFPA), por meio do Programa Conexão de Saberes, realiza o “III Seminário sobre Cotas na UFPA”, nos dias 15 e 16 de dezembro, no Instituto de Ciências Jurídicas (ICJ), Campus Profissional da Instituição. O evento é aberto a todos os interessados e visa debater na Instituição a política de cotas contextualizada com a política de cotas no Brasil e na Amazônia.
A edição deste ano traz o tema “Sistemas de cotas na UFPA e diversidades: garantia de acesso e permanência para as diferenças raciais e sociais”. Entre seus objetivos, estão promover a escuta, o debate e a reflexão do contexto enfrentado pelos atores envolvidos e contemplados com as cotas e avaliar o cenário atual das ações afirmativas, em especial, a implantação do Sistema de Cotas nas Instituições de Ensino Superior.
III Seminário – Para iniciar a programação, no dia 15, pela manhã, será promovida a mesa de abertura “Fórum permanente de acompanhamento, discussão e avaliação das cotas na UFPA”. Em seguida, ocorre a mesa “Ações da Universidade na garantia do acesso e permanência dos contemplados pelas cotas e reservas de vaga”.  O evento ainda terá apresentações de trabalhos e atrações culturais. A programação completa pode ser conferida aqui.
Inscrições – Os interessados podem realizar sua inscrição via preenchimento de formulário eletrônico disponível aqui, até as 23h59 do dia 13 de dezembro. As inscrições são gratuitas e também podem ser feitas presencialmente no dia 15, no local do evento. Os participantes receberão certificado de 20 horas.
Serviço:
III Seminário sobre Cotas na UFPA
Tema: Sistemas de cotas na UFPA e diversidades: garantia de acesso e permanência para as diferenças raciais e sociais
Data e local: 15 e 16 de dezembro, no ICJ, localizado no Campus Profissional da Universidade
Outras informações no fôlder do evento ou no site do seminário.
Texto: Rafael Rocha – Assessoria de Comunicação da UFPA
Foto: Alexandre Moraes

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

FOTOS DAS ATIVIDADES DO MES DE NOVEMBRO



                                                   
O Mês da Consciência Negra e as atividades da CBA

O mês de novembro é tradicionalmente palco de inúmeras manifestações de entidades e movimentos sociais ligados aos afrodescendentes e à consciência.
Nós da Casa Brasil-África da UFPA também temos orgulho em contribuir para a ampliação dos conhecimentos sobre o continente africano na Amazônia, para a implementação da Lei 10639 e para a promoção de uma sociedade mundial livre de todas as formas de racismo, xenofobia e exploração.
Nossas atividades realizadas no mês passado foram iniciadas com a abertura, no dia 3, da Exposição Fotográfica Multiplos Olhares, uma parceria entre a CBA e o Museu Paraense Emílio Goeldi, que trouxe as belezas do trabalho da pesca artesanal em Moçambique para a Galeria César Leite, no Vadião. A exposição foi um grande sucesso e se estendeu até o dia 1/12 (http://casaafricabrasil.blogspot.com.br/2015/10/multiplos-olhares.html).
No dia 12 de novembro, um grupo de 20 alunos africanos e brasileiros, de diversos cursos, foi convidado pela CBA a fazer uma visita à comunidade quilombola do Abacatal, em Ananindeua. Os visitantes tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a história e a dura realidade dos descendentes dos escravos, e também de compartilhar com crianças, jovens e adultos quilombolas conhecimentos sobre seus países de origem, tirar dúvidas sobre como é a vida do outro lado do Atlântico, e conversar com outros jovens universitários sobre quais são as perspectivas e os sonhos daqueles que vem ao Brasil estudar. Agradecemos aos moradores do Abacatal pela calorosa recepção ao grupo da CBA
No Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, a CBA mobilizou um grupo voluntário de alunos africanos para participar da Semana da Consciência Negra e Morte de Zumbi, realizada pela Escola de Aplicação da UFPA visando a valorização da Cultura Negra. Os alunos africanos da UFPA participaram de uma palestra/roda de conversa com o estudantes do Ensino Fundamental II, coordenada pela Profa. Gisele Souza, no Auditório do Ensino Médio. A conversa teve como objetivos desmistificar o Continente Africano, que a mídia retrata somente através da fome e conflitos étnicos. Foram falas de jovens voltadas para jovens, retratando uma África vibrante, com economia crescente, grandes metrópoles e com muita disposição para estudar e empreender.
A última atividade voltada para o público foi realizada no dia 26, em Castanhal, em parceria com a SEMED, como parte da Semana da Consciência Negra organizada pelo Prof. Denilson Batista Rodrigues Ferreira. A CBA, em parceria com a Profa. Graça Fernandes, especialista em literatura africana, criou para evento uma série com doze banners com a temática Autores Africanos, retratando a vida e obra de importantes figuras literárias como Odete Semedo, Agostinho Neto, Amílcar Cabral, Pepetela, Mia Couto, entre outros. Os banners foram utilizados pela Profa. Graça para fazer uma excelente oficina e gerar muita discussão interessante sobre a importância da literatura africana para o Brasil. Muitos professores das redes estadual e municipal de educação participaram da oficina e vão poder usar o que aprenderam, bem como os banners, que ficarão disponíveis no website da CBA para serem baixados por quem deles quiser fazer uso visando a implementação da Lei 10639.
A CBA também participou, a convite do IPHAN, do Encontro Regional para a Salvaguarda da Capoeira no Pará - Etapa Belém e Região Metropolitana, que aconteceu no dia 29 na sede do IPHAN. Na ocasião foram apresentadas as perspectivas do governo para o apoio de projetos voltados a preservação da memória cultural da Capoeira. A CBA está iniciando um plano de capacitação com as Profas Joana Carmen e Ariana Silva, para a realização, em 2016, de um conjunto de atividades voltadas para a formação sobre a África e as africanidades no Brasil para a comunidade de capoeiras e mestre de Belém.
Ao longo de todo o mês de novembro a coordenação da CBA participou ainda de diversas reuniões com a Prointer para a construção do Plano Diretor Institucional da UFPA, que irá nortear a instituição na próxima década. Neste contexto, foi reafirmada a importância da CBA e da Cátedra Brasil-África de Cooperação Internacional para a internacionalização da Universidade, e a necessidade de que estas venham a ter um corpo técnico próprio bem como um orçamento anual que possa fazer frente às suas crescentes demandas. Também foram discutidos aspectos estratégicos relacionados a necessidade de um espaço específico e amplo para a CBA, a necessidade de sua efetiva institucionalização, e sua vinculação administrativa, diretamente ligada ao Pró-reitor, visando a garantia de sua autonomia e o respeito aos movimentos sociais que deram origem a CBA.
No mês de dezembro que ora se inicia a CBA foi convidada a organizar uma série de atividades como parte do IV Seminário Negritude em Movimento, promovido pelo Grupo de Estudos Afro-Amazônico. As atividades coordenadas pela CBA incluem:
Dia 9/12, 16:00 as 18:30 - Oficina: Conversando sobre Autores e Literatura Africana com a Profa. Esp. Graça Fernandes no Auditório do IFCH
Dia 10/12,11:00 as 12:30 – Mesa 03: Conversando sobre os pensadores africanos e a descolonização das mentes, com intervenções realizadas por estudantes africanos da UFPA sobre Amilcar Cabral (Guiné-Bissau e Cabo Verde); Samora Machel (Moçambique) e Agostinho Neto (Angola), esta mesa terá com mediador o Prof. Dr. Eloi Biquer Gomes de Guiné-Bissau, e será realizada no Auditório do IFCH
Dia 10/12, 14-16h: Oficina de danças africanas ministrada pela estudante Keila Delgado (Cabo Verde), o Grupo de dança de Cabo Verde e a Escola de Dança da UFPA, no Laboratório de Antropologia Arthur Napoleão Figueiredo (LAANF)
A parceria de longa data entre o GEAM e a CBA sempre tem trazido bons frutos e certamente o Seminário será um sucesso.
A programação completa e as inscrições estão disponíveis em: http://afroamazonico.wix.com/negritudeemmovimento


ATIVIDADE SOBRE A CONSCIÊNCIA NEGRA NA ESCOLA DE APLICAÇÃO  DA UFPA












Oficina em castanhal




















Exposição múltiplos olhares sobre comunidades pesqueiras de moçambique







 Visita dos alunos africanos  ao quilombo do Abacatal                                                                           



                                                                           










  













Seminário debate imagens sobre o continente africano

O Grupo de Estudos Afro-Amazônico (GEAM) realiza, de 9 a 11 de dezembro, a quarta edição do Seminário Negritude em Movimento, no prédio central do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). O evento, que ocorre anualmente em alusão à passagem do Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro, em 2015, terá como tema “De que África estamos falando? A África pelos africanos e a África pelos brasileiros”.
Segundo a coordenadora do GEAM, professora doutora Marilu Campelo, a escolha do tema relaciona-se com as discussões observadas nos encontros do grupo, sobre as imagens a respeito do continente africano. “O que se fala e o que se pensa quando o assunto é África? A África dos brasileiros é a mesma dos africanos? Sabemos que não, e, frequentemente, temos, no Brasil, uma imagem deturpada da população africana e da sua contribuição para a nossa formação cultural”, explica.
Por isso o seminário se propõe a refletir acerca dessas visões. “O continente africano é uma realidade com mais de 54 países, com uma imensa e variada diversidade política, econômica, social, cultural, religiosa etc. Esse evento é uma forma de contribuir com esse debate, colocando, lado a lado, expositores, intelectuais, estudantes, religiosos, professores, militantes do Movimento Negro e a comunidade em geral, discutindo e dialogando essa temática e apresentando suas versões do Continente Africano”, complementa a coordenadora.
Programação - Dessa forma, a programação, que pode ser acessada na íntegra no blog do evento, conta não apenas com estudiosos do assunto, como o conferencista de abertura professor doutor Marco Antônio Teixeira, da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), como também com os próprios africanos, seja docentes, seja discentes da UFPA. Dois exemplos dessa participação são as mesas-redondas “Imagens e ideias sobre a África, por africanos”, cujos expositores são professores da UFPA provenientes da África e do Caribe, e “Conversando sobre os pensadores africanos e a descolonização das mentes”, cujos palestrantes serão alunos do continente africano.
Outra parte relevante das atividades do seminário envolve a presença do movimento negro, como na mesa-redonda “Falando de identidade negra no Pará”, com representantes de instituições, como o Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa), e de religiões de matriz africana. Haverá, também, uma oficina de danças africanas e apresentação de trabalhos científicos em quatro eixos: “Educação para as relações étnico-raciais”; “Religiões de matriz africana: perspectivas e contradições”; “Arte, corpo e estética afro-brasileira” e “Comunidades Quilombolas Atuais”. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia do evento.
GEAM – O Grupo de Estudos Afro-Amazônico é o primeiro Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB) da Região Amazônica, fundado em 2002 para criar uma interface entre universidade e sociedade em ações contra o racismo e em prol da cultura negra e das políticas de ações afirmativas. Desde então, foi responsável por diversas atividades, como a promoção do diálogo entre Academia e movimento negro, atividades culturais e pesquisas sobre o negro na sociedade amazônica, além da implementação da Lei nº 10.639, que instituiu a obrigatoriedade do estudo de História e Cultura Afro-Brasileira em todos os estabelecimentos de ensino fundamental e médio do país, públicos ou particulares.
São projetos oriundos do GEAM, por exemplo, a criação da Casa Brasil-África, em 2006, e o primeiro vestibular diferenciado para quilombolas na UFPA, em 2012, além da realização das outras três edições do Seminário Negritude em Movimento, que já abordaram os 10 anos do grupo, em 2012, o tema “O Caribe é aqui”, em 2013, e “Quilombolas e territórios negros”, em 2014.
Serviço:
IV Seminário Negritude em Movimento: “De que África estamos falando? A África pelos africanos e a África pelos brasileiros”.
Dias: 9 a 11 de dezembro de 2015
Hora: 9h às 18h
Locais: Prédio central do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) – Auditório, Sala da Congregação e Sala 15 do PPGSA; Laboratório de Antropologia Arthur Napoleão Figueiredo (LAANF)
Inscrições gratuitas até o dia do evento
Informações no blog do seminário.
Texto: Ádria Azevedo – Assessoria de Comunicação/IFCH
Arte: Divulgação / evento

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Seminário discute corporalidades negras e performances de gênero e sexuais

O Grupo NosMulheres pela Equidade de Gênero Étnico-Racial, vinculado ao Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), promove, nesta quarta-feira, 3, e na quinta-feira, 4, o Seminário “Territórios da Negritude Amazônica: corporalidades negras e performances de gênero e sexuais”. O evento, que ocorre no Auditório Setorial Profissional da UFPA, pretende refletir sobre os territórios da negritude e territorialidades de corpos negros, bem como suas performances de corporalidades, entre jogos interseccionais que consideram classe, sexualidade, raça, religião e outros marcadores sociais da diferença.
De acordo com a coordenadora do NosMulheres, a professora doutora Monica Conrado, o objetivo é provocar um debate sobre as dimensões éticas, estéticas e políticas a respeito da questão. “Será um momento de reflexões sobre corpos de mulheres negras lésbicas, trans, travestis e afrorreligiosas, que tensionam valores em processo de produção de subjetividades, em contextos particulares que demandam práticas relacionais e coletivas significativas”, explica.
Programação – As atividades começam na tarde do dia 2, com duas mesas-redondas: “Territórios da Negritude e Corpos Negros: estética negra e suas performances” e “Lesbianidades Negras”. Já no dia 3, a partir das 9h, inicia-se a Exposição “ParÁfrica”, que busca mostrar, por meio de fotografias, a diversidade de negros e negras paraenses. No mesmo horário, será realizada, também, a roda de conversa “Intercambiando Experiências Negras” e, à tarde, mais duas mesas-redondas abordam “Performances de Gênero e Sexuais” e “Jogo de Corpo e Modos de Vida: o feminismo negro como visão de mundo”. As atividades serão mediadas por docentes e discentes não só da UFPA como também de outras instituições, além de ativistas. Para encerrar a programação, Cindy Tunner e Pelé do Manifesto realizam show. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas on-line aqui. Serão emitidos certificados.
NosMulheres – O grupo de pesquisa tem como meta dar visibilidade social e política às questões étnico-raciais e de gênero, por meio de projetos sob novas percepções, novos olhares e, portanto, novas abordagens, por incorporarem temáticas de gênero, raça/etnia, de orientação sexual e classe como de cunho fundamental para a análise de fenômenos sociais. Para o grupo, a articulação entre as questões derivadas das temáticas de gênero, das demandas originárias das diferentes faixas etárias, do reconhecimento aos direitos sexuais, dos diferentes grupos étnico-raciais e das diferentes classes e frações de classe constitui uma perspectiva rica para a pesquisa nas ciências sociais e a ação estratégica sobre a vida social.
Serviço:
Seminário “Territórios da Negritude Amazônica: corporalidades negras e performances de gênero e sexuais”
Dias: 2 e 3 de dezembro de 2015
Hora: Dia 2, das 14h às 18h, e dia 3, das 9h às 18h
Local: Auditório Setorial Profissional da UFPA
Inscrições gratuitas aqui.
Haverá emissão de certificados.
Texto: Ádria Azevedo – Assessoria de Comunicação/IFCH
Foto: Alexandre Moraes